Tinha o ótimo passei para o péssimo. Perfeição nunca foi o que procurei nem o que melhor me assenta. Tinha o relacionamento a que muitos chamam de sonho e no entanto vivia numa agonia. Sabia que era o certo mas não o que desejava. Sempre me deixei levar mais pelo difícil, o fácil não me encanta, não me desafia, não me cativa. Apareceste tu. Tu não és fácil. És enervantemente complicado. Levas os meus limites a lugares agoniantes, fazes-me sentir no céu como de repente me perspetivas o inferno. Trazes-me alento e ao mesmo tempo és o que de mais frustrante tenho. Se é que te tenho. Fazes-me feliz e consegues fazer com que não queira sentir amor. Levas-me do 8 ao 80. Do bom ao pior. Contigo nunca nada será previsível. Tiras-me do sério e talvez fosse dessa adrenalina que precisasse. Mas és uma faca de dois bicos: para vivenciar o melhor contigo tenho que me sujeitar ao pior. Fizeste-me amar-te mas eu odeio-te, odeio-te porque me fazes vulnerável e sempre gostei de ter o domínio das coisas. Sei que estamos condenados mas a ilusão de que pode funcionar prevalece. Tu. Eu. Nós. Tudo isto parece um paradoxo e certezas não as tenho. Quero ter a força para lutar por ti mas desistir parece tão melhor. Queria desejar sequer esquecer-te. Queria não te querer. Mas sabes o que mais quero? Quero-te a ti. Agora. Porquê? Certamente estarei morta e assombrar-te e continuarei sem o descobrir.
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